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segunda-feira, 5 de abril de 2010

MÉDICOS PARAM POR TRÊS DIAS

Maternidade é uma das unidades prejudicadas

José Accyoli
Hoje (05), amanhã (06) e quarta-feira (07), os postos de saúde da família (PSF), policlínicas e a maternidade Brites de Albuquerque, em Olinda, estarão com os serviços eletivos e ambulatoriais paralisados. Isso porque o Sindicato dos Médicos de Pernambuco (Simepe) continua em campanha por melhoria salarial da categoria. De acordo com a direção do Simepe, na última semana, a entidade reuniu-se com o governo municipal para discutir a pauta de negociação, que envolvia a equiparação dos vencimentos com os especialistas do Estado, abertura de concursos públicos e reestruturação física das unidades, porém não houve avanços. Este é o sexto protesto da categoria.

Por causa das suspensões, apenas o Serviço de Prontoatendimento (SPA) e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) funcionarão. “A prefeitura ofereceu um aumento de R$ 218 no salário-base, mais uma gratificação de R$ 250. A proposta foi recusada por unanimidade pelos médicos”, declarou. Atualmente, o sálario dos médicos é de R$ 882, além de um incentivo do SUS de R$ 110. O Simepe deseja que os vencimentos subam para R$ 3.060, igual ao que são pagos pelo Estado e outros municípios da RMR. No último dia de paralisação, a categoria realiza uma carreata, a partir das 8h30, pelos bairros de OIinda, uma assembleia geral na sede do Simepe, às 19h.
Folha de Pernambuco

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

DEPUTADA JACILDA URQUISA DIZ QUE SAÚDE ESTÁ SUCATEADA

E a crise na saúde pública de Olinda chegou à Assembléia Legislativa. Ontem (02), a deputada Jacilda Urquisa fez inflamado discurso para denunciar o que chamou de “caos do sistema de saúde municipal”. Jacilda falou sobre as precárias condições de trabalho dos médicos e mostrou-se solidária às reivindicações dos profissionais. “O sistema municipal de saúde pública vem num processo de desmonte e degradação desde a posse do governo do PCdoB, e está chegando, nos dias atuais, a uma situação de verdadeiro caos”, afirmou.

Ela afirmou que a categoria alega defasagem salarial, falta de segurança nas unidades médicas, além de escalas de plantão incompletas. Na avaliação da parlamentar, as dificuldades prejudicam a produtividade dos profissionais e o atendimento à população de baixa renda, maior prejudicada com o impasse entre a Prefeitura e os médicos.

Jacilda também fez um apelo para que a Secretaria de Saúde do município melhore o funcionamento do setor. “No decorrer de todo o ano de 2009 choveram reclamações sobre a falta de obstetras e neonatologistas às sextas-feiras, sábados e domingos, na Maternidade Brites de Albuquerque, e sobrecarga de trabalho nos Serviços de Pronto Atendimento (SPAs) por conta da quantidade reduzida de médicos”, denunciou.

SEM DIÁLOGO - Logo mais, a partir das 14h, representantes do Sindicato dos Médicos estarão reunidos com vereadores da Comissão de Saúde da Câmara para discutir uma saída para a crise. Os médicos reclamam da falta de diálogo com o prefeito Renildo Calheiros e reivindicam melhores salários e condições de trabalho. Hoje a remuneração básica de um médico do sistema público é de R$ 882,00.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

É CARNAVAL!!! E LÁ VEM GREVE DOS MÉDICOS!!!!



Problema é antigo. Como mostra esta foto de 2008


Se a situação da saúde pública em nossa cidade já não é boa - em condições "normais" - imagine o caos em que ela pode se transformar se os médicos entrarem em greve!!! Imginou??? E se além da greve a gente tiver toda pressão da Folia de Momo batendo à porta com milhares de foliões subindo e descendo as ladeiras, ingerindo muita bebida alcoólica e, consequentemente, aumentando o número de acidentes!!! Pense num desastre!!!

Pois se prepare, porque é real. Se você depende dos serviços de saúde oferecidos pela Prefeitura Municipal de Olinda (PMO) fique sabendo que mais uma greve de médicos está a caminho. Ambulatórios e postos de saúde vão fechar depois de amanhã (20).

As reclamações dos médicos são as mesmas de anos anteriores: baixos salários, falta de condições adequadas de trabalho e falta de segurança. De acordo com o vice-presidente do Sindicato dos Médicos, Sílvio Rodrigues, o diálogo com a Prefeitura está aberto, mas não houve avanços nas negociações. Segundo o Sindicato, atualmente, a Prefeitura paga R$ 882,00 de salário base (mais R$ 110,00 de incentivo SUS) a um médico diarista.