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terça-feira, 1 de junho de 2010

CREMEPE AMEAÇA FECHAR POSTOS DE SAÚDE

Médicos dizem que não têm segurança nos locais de trabalho

Bruno Bastos

Os Serviços de Pronto Atendimento (SPAs) Adulto e Infantil de Olinda, localizados nos bairros do Varadouro e Peixinhos, respectivamente, estão ameaçados de interdição pelo Cremepe. Uma equipe técnica do Conselho vai visitar as unidades a pedido dos médicos, que fizeram um abaixo-assinado denunciando que são vítimas de agressões físicas e psicológicas dentro das unidades de saúde e que, do lado de fora, ficam à mercê de assaltantes.

A médica Carli Jansen, membro da comissão que entregou o documento ontem na sede do Cremepe, disse que alguns colegas já chegaram a “levar murros de pacientes irritados com a demora do atendimento”. 

O presidente do Cremepe, André Longo, garantiu que até hoje serão feitas as vistorias técnicas nas duas unidades. “Indepententemente de interditarmos ou não os SPAs, vamos convocar a Secretária de Saúde de Olinda e a diretora das unidades para se explicarem perante o Conselho”.

O Simepe declarou, através de nota, seu apoio às vistorias do Cremepe. “As unidades de saúde estão precisando de reformas estruturais urgentes e, sobretudo, de policiamento”, coloca o texto. Uma assembleia geral dos médicos de Olinda está marcada para a noite de hoje, onde a categoria vai discutir as condições de trabalho oferecidas pela prefeitura.

A Secretaria de Saúde de Olinda, através de sua assessoria de Imprensa, afirmou que conhecia as denúncias dos médicos, mas que não recebeu nenhum comunicado oficial da categoria em relação à insegurança e que só vai se manifestar quando tiver conhecimento das denúncias formalmente.
Fonte: Folha de Pernambuco

segunda-feira, 5 de abril de 2010

MÉDICOS PARAM POR TRÊS DIAS

Maternidade é uma das unidades prejudicadas

José Accyoli
Hoje (05), amanhã (06) e quarta-feira (07), os postos de saúde da família (PSF), policlínicas e a maternidade Brites de Albuquerque, em Olinda, estarão com os serviços eletivos e ambulatoriais paralisados. Isso porque o Sindicato dos Médicos de Pernambuco (Simepe) continua em campanha por melhoria salarial da categoria. De acordo com a direção do Simepe, na última semana, a entidade reuniu-se com o governo municipal para discutir a pauta de negociação, que envolvia a equiparação dos vencimentos com os especialistas do Estado, abertura de concursos públicos e reestruturação física das unidades, porém não houve avanços. Este é o sexto protesto da categoria.

Por causa das suspensões, apenas o Serviço de Prontoatendimento (SPA) e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) funcionarão. “A prefeitura ofereceu um aumento de R$ 218 no salário-base, mais uma gratificação de R$ 250. A proposta foi recusada por unanimidade pelos médicos”, declarou. Atualmente, o sálario dos médicos é de R$ 882, além de um incentivo do SUS de R$ 110. O Simepe deseja que os vencimentos subam para R$ 3.060, igual ao que são pagos pelo Estado e outros municípios da RMR. No último dia de paralisação, a categoria realiza uma carreata, a partir das 8h30, pelos bairros de OIinda, uma assembleia geral na sede do Simepe, às 19h.
Folha de Pernambuco

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

MÉDICOS PARAM POR 4 DIAS

"Olinda é a única cidade que não negociou com os médicos".


Marcela Alves

A partir de hoje (09) até o próximo dia 12, os médicos dos ambulatórios e postos de Saúde da Família (PSFs) de Olinda irão paralisar o atendimento nas unidades de saúde. A decisão foi tomada em assembleia geral da categoria na última sexta-feira, dia 5 de fevereiro. Nos próximos quatro dias, os olindenses poderão contar, apenas, com os serviços de emergência e maternidade. “Das prefeituras do Grande Recife, Olinda é a única cidade que não fez nenhuma negociação com os médicos desde o ano passado”, explicou vice-presidente do Sindicato dos Médicos de Pernambuco (Simepe), Sílvio Rodrigues. A paralisação faz parte da campanha salarial, que teve início ainda em dezembro. Esta já é a terceira vez que os médicos de Olinda promovem uma paralisação só neste ano.


Os médicos reivindicam melhores condições de trabalho e reajuste salarial. “Em Olinda, os profissionais recebem um salário de R$ 882. Aqueles que trabalham nas unidades de Saúde da Família recebem R$ 4 mil, a metade do que um médico ganha no Recife”, disse Sílvio Rodrigues. “Além disso, várias escalas estão defasadas, falta segurança e medicamento nas unidades de saúde”, acrescentou Sílvio. O sindicalista afirmou, ainda, que o Simepe entrou em contato com a Secretaria de Saúde do município para dar início às negociações, mas não obteve resposta positiva. No próximo dia 23, às 19h, uma nova assembleia irá decidir os rumos do movimento. “Não descartamos a possibilidade de pensar em greve ou demissão coletiva, caso essa situação continue”, concluiu o vice-presidente do Simepe.

A secretária de Saúde de Olinda, Tereza Miranda, espera que não haja a paralisação nos próximos quatro dias. Segundo a secretária, a gestão está aberta a negociações. “Nós estamos ouvindo a categoria, mas também estamos deixando-os cientes das dificuldades que o município tem para atender todas as exigências da categoria”, colocou a secretária, que pede a compreensão da categoria. Tereza adiantou, ainda, que a secretaria está entrando em contato com o Governo do Estado para buscar apoio. “O custeio do reajuste é muito pesado para a atual situação da cidade. Nós não temos condições, mas estamos buscando alternativas para responder as demandas”, afirmou. Quanto as melhores condições de trabalho, Tereza Miranda esclareceu que melhorias são feitas com frenquência nas unidades de saúde.
Fonte: Folha de Pernambuco

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

DEPUTADA JACILDA URQUISA DIZ QUE SAÚDE ESTÁ SUCATEADA

E a crise na saúde pública de Olinda chegou à Assembléia Legislativa. Ontem (02), a deputada Jacilda Urquisa fez inflamado discurso para denunciar o que chamou de “caos do sistema de saúde municipal”. Jacilda falou sobre as precárias condições de trabalho dos médicos e mostrou-se solidária às reivindicações dos profissionais. “O sistema municipal de saúde pública vem num processo de desmonte e degradação desde a posse do governo do PCdoB, e está chegando, nos dias atuais, a uma situação de verdadeiro caos”, afirmou.

Ela afirmou que a categoria alega defasagem salarial, falta de segurança nas unidades médicas, além de escalas de plantão incompletas. Na avaliação da parlamentar, as dificuldades prejudicam a produtividade dos profissionais e o atendimento à população de baixa renda, maior prejudicada com o impasse entre a Prefeitura e os médicos.

Jacilda também fez um apelo para que a Secretaria de Saúde do município melhore o funcionamento do setor. “No decorrer de todo o ano de 2009 choveram reclamações sobre a falta de obstetras e neonatologistas às sextas-feiras, sábados e domingos, na Maternidade Brites de Albuquerque, e sobrecarga de trabalho nos Serviços de Pronto Atendimento (SPAs) por conta da quantidade reduzida de médicos”, denunciou.

SEM DIÁLOGO - Logo mais, a partir das 14h, representantes do Sindicato dos Médicos estarão reunidos com vereadores da Comissão de Saúde da Câmara para discutir uma saída para a crise. Os médicos reclamam da falta de diálogo com o prefeito Renildo Calheiros e reivindicam melhores salários e condições de trabalho. Hoje a remuneração básica de um médico do sistema público é de R$ 882,00.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

MÉDICOS FAZEM GREVE POR 48 HORAS


Médicos da rede municipal de Olinda decidiram agora a pouco, em reunião no auditório do Sindicato dos Médicos de Pernambuco (Simepe), paralisar os serviços eletivos (ambulatórios e PSF - Programa de Saúde da Família) por 48h. Os profissionais reclamam dos baixos salários, o pior dos salários municipais no país, segundo eles. O salário-base da categoria é de R$ 882 e os profissionais não possuem Plano de Cargos e Carreiras.

Quarta-feira, os médicos pretendem fazer uma manifestação em frente à policlínica de São Benedito para cobrar melhores salários e denunciar as condições precárias das unidades de saúde. Falta de infra-estrutura, plantões defasados, sobrecarga de trabalho e falta de segurança são alguns dos pontos levantados.

Segundo o vice-presidente do Sindicato, Silvio Rodrigues, a categoria tem mantido discussões com a Prefeitura de Olinda desde o ano passado, mas nenhuma negociação foi concretizada. Até o momento, de acordo com o Simepe, a Prefeitura de Olinda não se manifestou em relação às reivindicações feitas pelo Sindicato.

Fonte: PE360graus

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

É CARNAVAL!!! E LÁ VEM GREVE DOS MÉDICOS!!!!



Problema é antigo. Como mostra esta foto de 2008


Se a situação da saúde pública em nossa cidade já não é boa - em condições "normais" - imagine o caos em que ela pode se transformar se os médicos entrarem em greve!!! Imginou??? E se além da greve a gente tiver toda pressão da Folia de Momo batendo à porta com milhares de foliões subindo e descendo as ladeiras, ingerindo muita bebida alcoólica e, consequentemente, aumentando o número de acidentes!!! Pense num desastre!!!

Pois se prepare, porque é real. Se você depende dos serviços de saúde oferecidos pela Prefeitura Municipal de Olinda (PMO) fique sabendo que mais uma greve de médicos está a caminho. Ambulatórios e postos de saúde vão fechar depois de amanhã (20).

As reclamações dos médicos são as mesmas de anos anteriores: baixos salários, falta de condições adequadas de trabalho e falta de segurança. De acordo com o vice-presidente do Sindicato dos Médicos, Sílvio Rodrigues, o diálogo com a Prefeitura está aberto, mas não houve avanços nas negociações. Segundo o Sindicato, atualmente, a Prefeitura paga R$ 882,00 de salário base (mais R$ 110,00 de incentivo SUS) a um médico diarista.